{"id":1938,"date":"2026-06-23T21:57:13","date_gmt":"2026-06-24T00:57:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/?p=1938"},"modified":"2026-06-23T21:57:15","modified_gmt":"2026-06-24T00:57:15","slug":"radar-sbpc-projeto-da-uff-busca-empoderar-meninas-na-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/en\/2026\/06\/23\/radar-sbpc-projeto-da-uff-busca-empoderar-meninas-na-ciencia\/","title":{"rendered":"Radar SBPC: Projeto da UFF Busca Empoderar Meninas na Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>Iniciativa aborda quest\u00f5es de sustentabilidade a partir do uso da nanotecnologia e procura a integra\u00e7\u00e3o de mulheres nas \u00e1reas de STEM<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1024x768.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1939\" style=\"width:488px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1024x768.png 1024w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-300x225.png 300w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-768x576.png 768w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1536x1152.png 1536w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image.png 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><em>Projeto \u201cEmpoderando meninas em STEM: Nanotecnologia para a Captura e Convers\u00e3o de CO\u2082\u201d procura ampliar participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres s\u00e3o maioria entre os cientistas do Brasil. Elas representam 57% das pessoas tituladas na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m s\u00e3o a maior parcela entre as estudantes de gradua\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, quando falamos das \u00e1reas de Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica (STEM), o panorama muda drasticamente. Nas Engenharias e Ci\u00eancias Exatas e da Terra, por exemplo, a cada quatro docentes, apenas um \u00e9 mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o intuito de aumentar a participa\u00e7\u00e3o feminina nesses segmentos, surge o projeto \u201cEmpoderando meninas em STEM: Nanotecnologia para a Captura e Convers\u00e3o de CO\u2082\u201d. Com participa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro, a proposta \u00e9 incluir jovens garotas dentro do contexto da pesquisa acad\u00eamica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/youtu.be\/V0Y0Su20mBE?is=9_1-u5C4qYzbXvAB\">Clique aqui e assista \u00e0 reportagem completa do projeto no canal da Unitev\u00ea<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Coordenado pela professora do Departamento de Qu\u00edmica Inorg\u00e2nica da UFF, C\u00e9lia Machado Ronconi, a iniciativa se prop\u00f5e a encontrar alternativas ao combate das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas a partir da convers\u00e3o do di\u00f3xido de carbono (CO2) em energia sustent\u00e1vel, por meio do uso da nanotecnologia. \u201cNosso projeto, de forma geral, utiliza a nanotecnologia para capturar o g\u00e1s e j\u00e1 convert\u00ea-lo em algum produto com valor agregado, diminuindo assim, sua concentra\u00e7\u00e3o na atmosfera para ajudar no combate ao aquecimento global\u201d, resume a professora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meninas na ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Iniciado em 2025, o projeto j\u00e1 conquistou a forma\u00e7\u00e3o de dezenas de alunas em atividades de pesquisa e o desenvolvimento de experimentos em laborat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, a iniciativa promove o fortalecimento da integra\u00e7\u00e3o entre a universidade e tr\u00eas escolas p\u00fablicas, o Col\u00e9gio Estadual Pinto Lima e os campi S\u00e3o Gon\u00e7alo e Maracan\u00e3 do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Com uma rede colaborativa voltada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia, as jovens ganham oportunidades de forma\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o em \u00e1reas estrat\u00e9gicas para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto surge a partir de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) de apoio \u00e0 inser\u00e7\u00e3o de meninas, majoritariamente negras e de escolas p\u00fablicas, na ci\u00eancia. Com a chamada, o grupo da professora C\u00e9lia Machado Ronconi desenvolveu uma metodologia com o intuito de levar as adolescentes para as \u00e1reas de STEM, composta em grande maioria por homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste um grande tabu sobre a participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas ci\u00eancias exatas. Por isso, o objetivo do projeto \u00e9 exatamente gerar interesse nessas meninas na qu\u00edmica, matem\u00e1tica, f\u00edsica e engenharias\u201d, explica a professora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x768.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1940\" srcset=\"https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1024x768.png 1024w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-300x225.png 300w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-768x576.png 768w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1-1536x1152.png 1536w, https:\/\/ppgq-uff.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-1.png 1600w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>A professora C\u00e9lia Machado Ronconi manuseando nitreg\u00eanio l\u00edquido no LQSN-UFF<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Como bolsistas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica j\u00fanior, as alunas atuam por 10 horas semanais no Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Supramolecular e Nanotecnologia (LQSN-UFF), localizado no Instituto de Qu\u00edmica da UFF. Em seu dia a dia no espa\u00e7o, elas adquirem a base te\u00f3rica e colocam em pr\u00e1tica os novos aprendizados a partir de experimentos qu\u00edmicos. \u201cNo come\u00e7o elas ficaram um pouco inseguras em um primeiro contato com o laborat\u00f3rio, ent\u00e3o, n\u00f3s partimos do b\u00e1sico para explicar tudo a elas, desde o c\u00e1lculo de n\u00famero de moles at\u00e9 a base de uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Depois, chega a hora de botar a m\u00e3o na massa, quando elas aprendem sobre normas de seguran\u00e7a no laborat\u00f3rio, manejar&nbsp; vidrarias, colocar uma rea\u00e7\u00e3o de maneira adequada, sintetizar os compostos e caracteriz\u00e1-los para verificar se o produto obtido \u00e9 o esperado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A aluna do terceiro ano do Instituto Federal de S\u00e3o Gon\u00e7alo, Alice Siqueira, equilibra o ensino t\u00e9cnico em qu\u00edmica com as atividades no laborat\u00f3rio. Para a estudante, o contato com a universidade pode abrir oportunidades transformadoras. \u201cTem sido muito gratificante poder ter participa\u00e7\u00e3o em algo eficiente para o planeta, a experi\u00eancia tem sido incr\u00edvel e \u00e9 muito bom ver como as coisas funcionam de perto. Ent\u00e3o eu acredito que o impacto seja positivo, pois pode abrir portas no mundo acad\u00eamico. Estar em contato com excelentes profissionais e acad\u00eamicos \u00e9 uma oportunidade muito especial pra mim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A bolsista de p\u00f3s-doutorado do projeto, Mikaelly Batista, ressalta que um dos aspectos mais importantes do projeto \u00e9 aproximar as estudantes e suas fam\u00edlias do ambiente acad\u00eamico. Para isso, a iniciativa realiza atividades como&nbsp;<em>workshops<\/em>&nbsp;nos quais suas fam\u00edlias podem prestigiar o trabalho das meninas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que o principal resultado n\u00e3o seja necessariamente fazer com que todas sigam carreira como pesquisadoras, mas mostrar que essa \u00e9 uma possibilidade real para o futuro. Muitas vezes, especialmente para meninas e jovens mulheres, a atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de STEM nem chega a ser considerada como uma op\u00e7\u00e3o profissional. O contato com a universidade e com pesquisadoras em atividade ajuda a mostrar que esse espa\u00e7o tamb\u00e9m pertence a elas e que elas podem ocupar esses lugares se assim desejarem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais desafios clim\u00e1ticos o projeto busca combater?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, como carv\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural, resulta na libera\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) para a atmosfera. Esse g\u00e1s \u00e9 um dos principais respons\u00e1veis pelo efeito estufa, fen\u00f4meno natural que ret\u00e9m parte do calor irradiado pela superf\u00edcie terrestre e mant\u00e9m a temperatura m\u00e9dia do planeta em torno de 15 \u00b0C. Entretanto, o aumento cont\u00ednuo da concentra\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica de CO\u2082 intensifica esse fen\u00f4meno, elevando a temperatura m\u00e9dia global e contribuindo para o processo de aquecimento global.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, os cientistas t\u00eam buscado combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas a partir da reutiliza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s na atmosfera. No caso do projeto \u201cEmpoderando meninas em STEM: Nanotecnologia para a Captura e Convers\u00e3o de CO\u2082\u201d, a nanotecnologia \u00e9 utilizada para desenvolver materiais porosos e nanopart\u00edculas met\u00e1licas capazes de capturar e converter di\u00f3xido de carbono em energia sustent\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O principal combust\u00edvel produzido a base de CO\u2082 \u00e9 o metanol. Assim, a ideia \u00e9 transformar o g\u00e1s em algo com valor agregado, como o combust\u00edvel metanol, por exemplo. \u201cO metanol \u00e9 um dos v\u00e1rios produtos qu\u00edmicos que podem ser utilizados como mat\u00e9ria-prima. Realizando esta convers\u00e3o, voc\u00ea impede o aumento da concentra\u00e7\u00e3o de CO\u2082 na atmosfera, pois passa a existir um ciclo de reutiliza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s\u201d, explica Ronconi.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na programa\u00e7\u00e3o da 78\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a 78\u00aa Reuni\u00e3o Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), que acontecer\u00e1 em Niter\u00f3i entre os dias 26 de julho e 1\u00ba de agosto, as alunas ir\u00e3o apresentar os resultados alcan\u00e7ados at\u00e9 agora pelo projeto . De acordo com Ronconi, o evento pode colaborar para a expans\u00e3o das perspectivas de futuro das bolsistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u00e9 um dos congressos mais importantes e antigos que a gente tem no Brasil. A oportunidade de participar de um evento dessa magnitude \u00e9 que ele pode abrir a cabe\u00e7a das meninas para diversas \u00e1reas do conhecimento. Nessa fase, em que elas est\u00e3o decidindo a carreira que querem seguir, o mais importante \u00e9 que elas se j\u00e1 se enxerguem em um ambiente universit\u00e1rio, em um ambiente com nomes important\u00edssimos para a ci\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mikaelly Batista, a apresenta\u00e7\u00e3o no congresso tamb\u00e9m \u00e9 uma chance de dar visibilidade ao que \u00e9 produzido pelas alunas e ao impacto desse trabalho na sociedade, ajudando na forma\u00e7\u00e3o de jovens estudantes. \u201cConsideramos muito importante que elas tenham a oportunidade de vivenciar eventos cient\u00edficos como a SBPC. Uma etapa fundamental do m\u00e9todo cient\u00edfico \u00e9 justamente a comunica\u00e7\u00e3o dos resultados para a comunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que participar de um evento do porte da SBPC permita que as estudantes apresentem seus trabalhos, conhe\u00e7am pesquisas de diferentes \u00e1reas, interajam com diferentes pesquisadores e entendam melhor como a ci\u00eancia \u00e9 constru\u00edda de maneira colaborativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conhe\u00e7a os envolvidos na iniciativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da UFF, as atividades contam com a participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF) e da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). No total, s\u00e3o 35 bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica J\u00fanior (ICJ), 3 bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (IC), 1 bolsista de p\u00f3s-doutorado (PDJ), 7 bolsistas de apoio t\u00e9cnico (AT-NS) e 1 bolsista de Apoio \u00e0 Difus\u00e3o do Conhecimento do CNPq (ADC-1C). As bolsistas do Ensino M\u00e9dio s\u00e3o alunas do Col\u00e9gio Estadual Pinto Lima e dos campi S\u00e3o Gon\u00e7alo e Maracan\u00e3 do IFRJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe completa de pesquisadores participantes \u00e9 composta por: Bianca Machado (UFF), Fabio Barboza Passos (UFF), Giovanna Machado (CETENE), Fel\u00edcia Silva Pican\u00e7o (UFRJ), Marcela Cristina de Moraes (UFF), Sara Silveira Vieira Bertoli (UFF), Sonia Regina Alves Nogueira de S\u00e1 (UFF), Carolina Bastos Pereira Ligiero (CBPF), Ludmila de Paula Cabral Silva (UFF), Tiago Giannerini da Costa (IFRJ \u2013 S\u00e3o Gon\u00e7alo), Aline Farias Moreira da Silva (IFF \u2013 Itabora\u00ed), Ot\u00e1vio Versiane Cabral (IFRJ \u2013 Rio de Janeiro), Thiago Cust\u00f3dio dos Santos (UFRJ), Maur\u00edcio Alves de Melo J\u00fanior (UFF) e Camilla Djenne Buarque M\u00fcller (PUC-Rio).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa aborda quest\u00f5es de sustentabilidade a partir do uso da nanotecnologia e procura a integra\u00e7\u00e3o de mulheres nas \u00e1reas de STEM Projeto \u201cEmpoderando meninas em STEM: Nanotecnologia para a Captura e Convers\u00e3o de CO\u2082\u201d procura ampliar participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia As mulheres s\u00e3o maioria entre os cientistas do Brasil. 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